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IronMan Havaí - Walter Tlaija

Dia 10 de outubro, menos de dois meses, ocorrerá o World IronMan Havaí em Kailua-Kona. Esta é uma prova de longas distâncias, composta por 3.800m de natação, 180km de ciclismo e 42km de corrida. Triatletas do mundo inteiro preparam-se para este dia, focados nos treinos, boa alimentação e com muita disciplina. Convidamos o nosso paciente Walter Tlaija de Souza, empresário e triatleta de 29 anos, para falar um pouco sobre a prova, preparação e expectativas.

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Como um esporte que exige tanto esforço e comprometimento entrou na sua vida?

Foi meio por acaso. Há uns 9 anos, enquanto corria com um amigo, ele propôs a ideia de fazermos o Ironman Brasil de 2012. Eu nem sabia o que era um IronMan! Não dei muita bola na hora, mas aquilo ficou na minha cabeça. Fui fisgado naquele momento. Algum tempo depois, em 2011, voltando para casa de bicicleta, encontrei um outro amigo que trabalhava em uma assessoria esportiva, na qual treinavam alguns triatletas. Sugeriu que eu entrasse em contato com a treinadora da equipe, Verônica Bardini, e começasse a praticar triathlon. Eis que a ideia lançada lá em 2009 voltava à tona, e dias depois procurei a assessoria e dei início ao caminho que sigo percorrendo até hoje.

Quais são as suas dificuldades? E os seus desafios?

A maior dificuldade que encontrei quando comecei a treinar muito, várias horas por semana, foi abrir mão de atividades das quais gosto muito. Coisas que eu fazia com frequência passaram a ser esporádicas; amigos muito próximos foram ficando distantes. O desafio, então, não é treinar, mas conciliar o treino, de forma saudável e prazerosa, com os demais compromissos e atividades sociais. Outra dificuldade que tenho – essa bem pontual e específica – refere-se à natação. Eu não ando bem. Treino muito essa modalidade, justamente para melhorá-la, mas a evolução é bem lenta.

Quais os cuidados que você está tendo (Preparação física/Alimentação/Tratamentos) para ir bem na prova?

Sigo tendo os mesmos cuidados que eu sempre tive, porém de forma mais ampla e intensa. Sempre treinei muito e sempre treinei forte. Mas agora, por se tratar de uma prova de nível mundial, da qual participarão os melhores, tenho me dedicado a aumentar a qualidade dos treinos. Fazer muito forte o que é para ser feito; regenerar e descansar bastante quando essa é a proposta. Além disso, inclui na preparação para o mundial um treino de força, realizado na academia. Em relação à alimentação, sigo as orientações que recebo da Nutriskin e evito ao máximo sair do programa. Com pouco mais de um mês de iniciado o acompanhamento, os resultados são visíveis e bastante significativos. Para tratar as dores, lesões, desconfortos físicos, conto com o apoio de Roberto Bridi, quiroprata.

O que te motiva?

O que mais me motiva é a busca pelo autoconhecimento. É muito instigante a vontade de extrapolar limites, rever conceitos, descobrir novas habilidades, enfrentar e superar obstáculos. Além do desejo de vencer, de ser o mais rápido, de chegar na frente, a possibilidade que o triathlon oferece de se aprender e de se surpreender com o próprio corpo me atrai muito!

Já participou de alguma prova em outros países?

Competi duas vezes no Chile, no Half Ironman Pucón é uma vez no Uruguai, no Half Ironman Colônia do Sacramento. A experiência de competir no exterior é fantástica! No Havaí participarei de meu segundo Ironman, o primeiro fora do Brasil.

Existe um objetivo desafio maior no meio das competições que deseja alcançar?

Pensando nos próximos meses, gostaria de realizar uma ótima prova no Havaí, botando em pratica tudo que estou treinando. Esse é, sim, um grande objetivo. Além desse, quero conquistar vaga para o mundial de Half Ironman do ano que vem, o que tentarei através do Half Ironman Punta del Este, em novembro, e do Half Ironman Buenos Ires, em março. Pensando um pouco mais à frente, quero seguir evoluindo, conquistar bons resultados e me profissionalizar.

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