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Nutrição Infantil

Nutrição Infantil

A introdução precoce de alimentos altamente energéticos e de baixo valor nutricional, bem como o abandono do aleitamento materno, contribui para o comprometimento do crescimento e desenvolvimento da criança, além de propiciar a diminuição da proteção imunológica e o desencadeamento de processos alérgicos e distúrbios nutricionais.
Dessa forma, atingir a alimentação adequada das crianças na primeira infância deve ser um componente essencial da estratégia global para a segurança alimentar.
Atualmente, o que percebemos é uma transição nutricional, onde a desnutrição infantil sai de cena e dá lugar à obesidade infantil, considerada atualmente uma patologia, a qual há algum tempo atrás estava estigmatizada, a questão da obesidade não era considerada como realidade que implicasse de tratamento porque era considerada por uma grande parcela da sociedade como consequência de maus hábitos alimentares, inatividade física e descuido.
Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF 2008-2009) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve um aumento no número de pessoas obesas e com excesso de peso em todo o Brasil. O sobrepeso atinge mais de 30% das crianças na faixa etária de 5 a 9 anos, cerca de 20% dos adolescentes entre 10 a 19 anos e nada menos que 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos.
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