Monthly Archives: June 2016

Tribulus - evidências fracas para o uso

A systematic review on the herbal extract Tribulus terrestris and the roots of its putative aphrodisiac and performance enhancing effect.

Abstract

Tribulus terrestris (TT) is a dicotyledonous herbal plant of the Zygophyllaceae family. In ancient medicine, extracts of the aerial parts and fruits have been used for its diuretic, tonic, and aphrodisiac properties. Today, TT is widely used by athletes and bodybuilders based on the belief, fueled by claims in marketing information, that it can enhance testosterone concentrations. To assess TT’s effect on testosterone levels in human and animals, an electronic literature search out using seven databases and the patent database up to August 2013 was carried out. Randomized control trials, which included healthy human subjects ingesting TT as sole or combined supplement, along with animal studies with TT as a sole treatment across a number of species were included. Eleven studies met the inclusion criteria, including one patent application. The results showed that trials varied in duration, dosage and supplementation with TT as sole or combined treatment, rendering meta-analysis impossible. A limited number of animal studies displayed a significant increase in serum testosterone levels after TT administration, but this effect was only noted in humans when TT was part of a combined supplement administration. Literature available for the effectiveness of TT on enhancing testosterone concentrations is limited. Evidence to date suggests that TT is ineffective for increasing testosterone levels in humans, thus marketing claims are unsubstantiated. The nitric oxide release effect of TT may offer a plausible explanation for the observed physiological responses to TT supplementation, independent of the testosterone level.

Suplementação com colágeno hidrolisado parece ter efeito positivo na osteoporose e osteoartrite

Segundo revisão sistemática, medida traz alívio sintomático em quadros de dor.

Ao conduzir uma revisão sistemática da literatura, pesquisadores da Universidade Estácio de Sá, de São José dos Campos (SP), identificaram que o colágeno hidrolisado “tem função terapêutica positiva na osteoporose e osteoartrite com potencial aumento da densidade mineral óssea, efeito protetor da cartilagem articular e principalmente no alívio sintomático em quadros de dor”. Esse e outros resultados estão publicados na edição de janeiro/março deste ano da Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Os autores explicam no artigo “Suplementação com colágeno como terapia complementar na prevenção e tratamento de osteoporose e osteoartrite: uma revisão sistemática” que o colágeno hidrolisado já é reconhecido como um nutracêutico seguro. Eles lembram que nutracêuticos “são substâncias que podem atuar como adjuvantes na prevenção e tratamento de doenças crônicas”.

Após pesquisa nas bases MEDLINE, LILACS e SciELO, os especialistas identificaram 187 artigos científicos que tinham como objetivo estudar os efeitos do colágeno hidrolisado sobre a cartilagem e o osso, bem como investigar a ação desse nutracêutico em osteoartrite e osteoporose. Ao final da seleção, o grupo permaneceu com nove artigos experimentais para desenvolver a análise. Entre os trabalhos selecionados, havia cinco pesquisas com modelos humanos, três com modelos animais e um in vitro que usou células humanas e modelos animais.

A revisão mostrou que essa substância traz benefícios em quadros de osteoporose e osteoartrite. “Embora não exista na literatura científica pesquisada consenso sobre a dosagem de colágeno hidrolisado a ser administrada, com a suplementação de 8g diária observa-se aumento da concentração de glicina e prolina no plasma e doses equivalentes a 12g diária promovem melhora significativa nos sintomas de osteoartrite e osteoporose”, afirmam os pesquisadores na publicação, lembrando, no entanto, que ainda são necessários mais estudos sobre o tema.

Tríade da atleta

A tríade da atleta é uma síndrome que ocorre em mulheres fisicamente ativas. Existe uma associação de distúrbios alimentares, amenorreia e osteoporose.
Essa tríade é frequentemente negada, não diagnosticada e subnotificada.
Todos nós, profissionais do esporte devemos estar atentos para reconhecer/ diagnosticar/ tratar/ encaminhar mulheres com qualquer um dos componentes da tríade.
Nutriskin, Vida Sáudavel Agora.
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Foto de Nutriskin - Clínica de Nutrição.

Citrulina - novas evidências

A citrulina possui funções importantes para o organismo humano. Estudos experimentais mostraram que a suplementação de citrulina aumentou a síntese protéica e a disponibilidade de arginina. As evidências sugerem que a critrulina pode ser uma forma de fornecer arginina às células endoteliais e imunológicas, podendo impedir a produção excessiva de óxido nítrico.Especula-se que a citrulina pode estimular a síntese proteica muscular de maneira indireta, relacionada à sua capacidade de fornecer arginina, estimular a secreção de insulina e hormônio de crescimento. Assim, a capacidade da citrulina em estimular a síntese proteica abre uma nova perspectiva no campo da nutrição clínica.A citrulina é um aminoácido intermediário do ciclo da uréia, não proteico, sintetizada a partir de arginina e glutamina nos enterócitos e liberada na circulação portal. Por isso, esse aminoácido está quase ausente nos alimentos, sendo a melancia uma notável exceção.

A citrulina é metabolizada pelos rins, onde é convertida novamente em arginina. Assim, os rins extraem 83% da citrulina liberada pelo intestino e convertem 75% em arginina. A citrulina também é produzida nos hepatócitos, no entanto, o que é produzido no fígado é metabolizado, sem ser liberado na circulação sistêmica.

Neste sentido, por ser liberada na circulação portal apenas quando produzida nos enterócitos, a concentração plasmática da citrulina tem sido utilizada como um marcador da quantidade de enterócitos em pacientes com síndrome do intestino curto. Além disso, seus níveis plasmáticos podem ser utilizados como um marcador quantitativo de lesão do epitélio intestinal após radioterapia e mielossupressão. Um estudo com voluntários saudáveis mostrou que o valor médio da citrulina plasmática foi de 38 ± 8 micromoles/L.

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Semana Véspera da Maratona

Dicas básicas: √ não inventar moda e não comer nada que nunca comeu √manter-se bem hidratado.
√ aumentar o aporte de carboidratos ( pão massas granola frutas aveia macarrão batata)
√ cuidar com a fibra √ organizar os suplementos alimentares para a prova ( se for a indicação prévia )
√ vai ingerir carbo durante a prova ? Não esqueça da diluição do carboidrato a 6 a 8%
√ não ingerir álcool e gorduras/frituras/molhos.
A Nutriskin apóia seus atletas e deseja uma excelente prova.
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Foto de Nutriskin - Clínica de Nutrição.

Dieta Ruim, Pressão alta e IMC elevado são as principais causas de morte cardiometabólica no Brasil

Dieta ruim, pressão alta e IMC elevado são as principais causas de morte cardiometabólica no Brasil
Segundo pesquisa, pressão alta foi responsável por mais de 214 mil mortes em 2010

Estudos apontam que aproximadamente 35% dos óbitos de adultos no Brasil são causados por doenças cardiometabólicas, incluindo doença cardiovascular e diabetes tipo 2. Em um estudo publicado este ano na PLoS One, pesquisadores usaram o Global Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors (GBD) Study para avaliar o impacto de 11 fatores de risco dietéticos e quatro fatores de risco metabólicos sobre a mortalidade cardiometabólica no Brasil em 2010. Os resultados mostram que a manutenção de uma dieta abaixo da ideal, pressão sanguínea sistólica alta e índice de massa corporal (IMC) elevado são as principais causas de morte cardiometabólica no país.

Os autores dos Estados Unidos, Grécia, Reino Unido e Brasil contam no artigo “The Impact of Dietary and Metabolic Risk Factors on Cardiovascular Diseases and Type 2 Diabetes Mortality in Brazil” que, além dos dados do estudo GBD, usaram informações da Pesquisa Brasileira de Orçamentos Familiares, do banco de dados da Food and Agriculture Organization e de estudos observacionais com brasileiros adultos.

Os 15 fatores de risco modificáveis analisados foram: baixo consumo de frutas; baixo consumo de grãos integrais; alto consumo de sódio; baixo consumo de nozes e sementes; baixo consumo de vegetais e feijão; alto consumo de carnes processadas; baixo consumo de peixe e crustáceos; alto consumo de gordura trans; baixo consumo de ácidos gordos polinsaturados como substitutos dos ácidos graxos saturados; alto consumo de carne vermelha (não processada), excluindo aves domésticas, peixe, ovos e todas as carnes processadas; alto consumo de bebidas açucaradas; glicose em jejum alta; colesterol total alto; pressão sanguínea sistólica alta e IMC alto.

Os resultados mostraram, segundo o artigo, que, em 2010, pressão sistólica alta foi responsável por 214.263 óbitos, enquanto dieta abaixo da ideal levou a 202.949 mortes. “Entre os fatores dietéticos individuais, baixo consumo de frutas e de grãos integrais e alto consumo de sódio foram os maiores contribuintes para mortes cardiometabólicas”, destacam os pesquisadores no texto.

Considerando as mortes cardiometacólicas prematuras, ou seja, aquelas que ocorreram entre indivíduos com menos de 70 anos de idade, o grupo observou que dieta abaixo da ideal, pressão sanguínea sistólica alta e IMC alto foram os principais fatores de risco associados.

Notisa (science journalism – jornalismo científico)